PT intensifica pressão por CPI do Banco Master após operação contra Ciro Nogueira

O Partido dos Trabalhadores (PT) elevou o tom nesta quinta-feira (7 de maio de 2026) ao cobrar a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as atividades do Banco Master. A movimentação ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que recentemente atingiu figuras centrais da política nacional, gerando um clima de urgência nos corredores de Brasília.

A pressão partidária surge após críticas internas de que a legenda teria demorado a liderar a ofensiva contra o suposto esquema financeiro. Agora, com novos fatos revelados pela Polícia Federal, o governo busca retomar o protagonismo das investigações no Poder Legislativo, visando esclarecer possíveis irregularidades que envolvem altas esferas do poder e do setor bancário.

Ofensiva governista busca transparência e investigação rigorosa

O líder do governo no Congresso, deputado Paulo Pimenta, defendeu abertamente a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de uma CPI na Câmara. Segundo o parlamentar, é fundamental que não existam suspeitas de acordos para interromper as apurações em curso, garantindo que o processo seja conduzido com total isenção.

Pimenta enfatizou que a transparência é um direito da sociedade brasileira e que todos os envolvidos devem ser rigorosamente responsabilizados. O apoio à medida também foi ratificado pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, que já assinou o requerimento oficial. O documento conta atualmente com o apoio de 181 deputados e 35 senadores, superando o quórum necessário para a tramitação.

Operação Compliance Zero atinge cúpula política e financeira

O cenário político se acirrou após a Polícia Federal deflagrar uma nova fase da Operação Compliance Zero, tendo como alvo principal o senador Ciro Nogueira. O ex-ministro da Casa Civil é suspeito de atuar em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas, o que teria facilitado operações financeiras sob suspeita.

As buscas e apreensões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na decisão, o magistrado apontou que os indícios reunidos sugerem um “arranjo funcional” entre o parlamentar e o banqueiro. Segundo o ministro, a relação entre ambos ultrapassaria os limites da amizade pessoal, indicando uma estrutura voltada para a obtenção de benefícios mútuos ilícitos.

Autocrítica partidária e estratégia de protagonismo no Congresso

A nova postura do PT surge após o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, admitir publicamente que o partido falhou ao não liderar o pedido inicial de investigação. A avaliação interna é que a base governista deveria ter assumido a frente do caso desde o princípio, evitando que a oposição pautasse o debate público sobre o tema.

Anteriormente, a bancada petista havia protocolado um pedido próprio através do senador Rogério Carvalho, mas a falta de adesão ao requerimento mais robusto da oposição foi vista como um erro estratégico. Agora, o partido busca unificar as forças governistas para garantir que as investigações avancem de forma célere e profunda nas comissões parlamentares.

Conexões sob suspeita envolvem órgãos federais e gestão anterior

O discurso adotado pelos líderes governistas foca em associar as supostas irregularidades à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paulo Pimenta citou que estruturas estratégicas, como o Banco Central, a Fazenda e o INSS, estariam cercadas por operadores de fraudes durante o período anterior, facilitando o esquema apelidado de “BolsoMaster”.

A narrativa reforçada pelo PT sugere que as operações consideradas fraudulentas foram autorizadas em governos passados e que a atual gestão está empenhada em desmantelar o grupo. De acordo com informações do portal Poder360, o presidente Lula teria determinado pessoalmente que a Polícia Federal aprofundasse as investigações para garantir a integridade do sistema financeiro nacional.

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