Resgates de animais no Ceará chegam a quase 6 mil nos primeiros cinco meses de 2026

As forças de segurança do Ceará realizaram 5.986 resgates de animais domésticos e silvestres entre janeiro e maio de 2026. O levantamento foi divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, e mostra a dimensão das ocorrências envolvendo animais em situação de risco ou vulnerabilidade em todo o Estado.

O número registrado nos cinco primeiros meses deste ano já representa 45,13% de todos os atendimentos contabilizados ao longo de 2025, quando foram registradas 13.262 ocorrências. Os resgates envolvem desde animais domésticos, como cães e gatos, até espécies silvestres encontradas em áreas urbanas, residências, terrenos baldios ou locais de difícil acesso.

Entre os atendimentos mais frequentes realizados no ano passado pelo Corpo de Bombeiros estiveram os resgates de serpentes, com 6.393 casos, além de gatos, com 1.486 ocorrências, e iguanas e lagartos, que somaram 852 atendimentos. Também foram registradas situações envolvendo cães e cassacos, que aparecem entre os animais mais resgatados pelas equipes.

Além das ocorrências de resgate, o Ceará também contabilizou 397 registros relacionados a abuso, maus-tratos, abandono, ferimentos e mutilação de animais entre janeiro e maio de 2026. Esse tipo de crime está previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998. Em todo o ano de 2025, foram registradas 1.131 ocorrências dessa natureza no Estado.

Os dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública também apontam que, entre janeiro e abril deste ano, 24 prisões e apreensões foram realizadas por crimes de maus-tratos contra animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos. No ano passado, 53 pessoas foram presas em flagrante por esse tipo de crime.

As ações de resgate são realizadas de forma integrada por equipes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, da Polícia Civil do Estado do Ceará, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia do Meio Ambiente. Cada órgão atua conforme a natureza da ocorrência, seja no atendimento emergencial, na fiscalização ambiental ou na investigação de crimes.

Somente o Corpo de Bombeiros contabilizou 5.588 atendimentos entre janeiro e maio deste ano. O número equivale a 53,56% de todas as ocorrências atendidas pela corporação ao longo de 2025. Segundo a SSPDS, os bombeiros são acionados em situações envolvendo animais vítimas de maus-tratos, quedas em poços, buracos e galerias, além de casos com animais peçonhentos ou espécies silvestres em áreas urbanas.

O Batalhão de Polícia do Meio Ambiente também teve participação importante nas ações, com 315 resgates realizados nos primeiros cinco meses de 2026. Em 2025, a unidade especializada da Polícia Militar registrou 2.468 animais resgatados durante operações de fiscalização e combate a crimes ambientais.

Já a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, responsável por apurar denúncias e investigar crimes contra animais e o meio ambiente, registrou o resgate de 83 animais entre janeiro e maio deste ano. Em todo o ano passado, a unidade contabilizou 362 casos.

A SSPDS orienta a população a não se aproximar de animais silvestres encontrados em situação de risco. O contato direto pode causar estresse no animal e provocar reações agressivas, aumentando o risco de acidentes. Em casos que necessitem de intervenção, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou o Batalhão de Polícia do Meio Ambiente.

As autoridades também alertam para que animais silvestres não sejam alimentados. Essa prática pode estimular a permanência dessas espécies em áreas urbanas e ampliar o risco de acidentes. Outra orientação é verificar frestas, rachaduras e possíveis acessos em imóveis próximos a áreas verdes ou terrenos baldios, evitando a entrada desses animais em residências.

Fonte: ANC