Santa Casa de Sobral é referência na região Norte no atendimento de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Em média, os 200 pacientes que chegam por mês à Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS) com suspeita de Acidente Vascular Encefálico (AVE), são encaminhados aos cuidados protocolados de profissionais e acadêmicos que fazem parte da LIMAAVE (Liga Multidisciplinar de Atenção ao Acidente Vascular Encefálico), um projeto que tem como objetivo qualificar assistência e buscar incentivo para uma futura “Unidade de AVC”, como já existe em Fortaleza e região do Cariri, que diminuiria o risco de pacientes desenvolverem sequelas da doença devido à medicação disponível.

Segundo a coordenadora do serviço de emergência da SCMS, Milena de Melo Abreu, o hospital é referência por possuir um serviço de neurologia diferente dos demais: “Primeiramente a pessoa é acolhida, depois é realizada a identificação dos sinais vitais, em seguida é realizada a classificação de risco e depois passa por atendimento médico. A maioria dos pacientes que entra com suspeita de AVC passa por uma tomografia por meio da qual é concluído o diagnóstico” destaca ela. De acordo com João Breno Cavalcante Costa, enfermeiro técnico em urgência e emergência, os enfermeiros e acadêmicos de enfermagem, fisioterapia, nutrição e farmácia que compõe a liga são multiprofissionais e atuam com agilidade e destreza no atendimento dos pacientes.

É importante detectar com rapidez os sintomas da doença. Como frisa o enfermeiro residente em urgência e emergência, Jonas Alysson Mendes de Araújo: “Você pode solicitar a uma pessoa que apresente um déficit neurológico que lhe oferte um sorriso, para tentar identificar se move os lábios. Depois você pede um abraço para visualizar se a força dela está preservada. Peça para cantar uma música ou falar uma frase simples. Se você perceber que a fala está enrolada ou tem dificuldade, você urgentemente deve levá-la a um hospital”, recomenda ele.
Uma preocupação da saúde pública é contabilizar o número de pessoas que vivem com sequelas do Acidente Vascular Encefálico (AVE). De acordo com a coordenadora da LIMAAVE, Hermínia Ponte: “Tem os que morrem e os que sobrevivem e ficam com sequelas. Será que temos fisioterapia adequada? Fonoaudiologia adequada? Reabilitação para essas pessoas? Então numa unidade de AVC, o diferencial é oferecer uma medicação apropriada para que dentro de quatro horas e meia o paciente a tome, dissolva o coágulo que causa o AVC e então teremos uma sociedade ativa, viva, produtiva e sem sequelas”, enfatiza ela.

Liga formada por residentes profissionais e acadêmicos visa oferecer assistência necessária aos pacientes e organizar o atendimento mesmo sem recursos ideais. Falta de uma ‘Unidade de AVC’ aumenta o risco de pacientes adquirirem sequelas

Jonas Deison

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