Seis pessoas assassinadas por dia de janeiro a março no Ceará

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O Ceará registrou 545 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) no primeiro trimestre deste ano, o que representa redução de 56,6% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 1.257 mortes. Em média, o número de homicídios diários passou de 13,96 para 6,05. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), essa é a maior redução na série histórica dos últimos dez anos, desde que os indicadores passaram a ser computados de forma centralizada pela pasta.

Somente no último mês de março, o Ceará registrou 189 mortes, enquanto no mesmo mês de 2018, foram 414 homicídios, correspondendo a 54,3% de diminuição. Esse é o 12º mês de redução no Estado. Os CVLIs são os homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e roubos seguido de morte (latrocínios).PUBLICIDADE  

Para o titular da SSPDS, André Costa, o principal fator desse resultado é a atuação da polícia, mas destaca também o trabalho desenvolvido em parceria com outras instituições.

“O policial é o maior responsável por isso, mas não é o único. É um trabalho em integração. Tem um fator muito importante também dos agentes penitenciários. O trabalho que tem sido feito pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) é fundamental. O secretário Mauro Albuquerque também tem sido muito importante para essa melhoria dos índices. Além disso, todo o trabalho com o poder judiciário e o Ministério Público, e também a gente está buscando cada vez mais um trabalho com as prefeituras”, listou Costa.

 Fortaleza, a maior cidade do Estado, encerrou os três primeiros meses de 2019 com redução de 59,6% no total de CVLIs, em relação ao mesmo trimestre de 2018. Foram 418 mortes no ano passado e 169 neste ano. Considerando apenas o último mês de março, a diminuição chegou a 51,9% – passando de 133 para 64 assassinatos – na Capital.

Dos outros territórios analisados no Estado, a Região Metropolitana teve o maior baixa dos indicadores – 60,1% -, na trinca janeiro, fevereiro e março, saindo de 368 mortes, em 2018, para 147 em 2019. Já em relação somente a março, o Interior Sul reduziu 66,7% das mortes, passando de 78 no ano passado para 26 neste ano.

Nos dois primeiros meses do ano, o Ceará contou com um importante apoio da Força Nacional. Foram 400 agentes federais em janeiro e 200 em fevereiro que colaboraram no combate a uma série de ataques nos municípios cearenses – mais de 400 ações criminosas contra patrimônios públicos e privados, conforme levantamento do O POVO. Nesse período, os índices de assassinatos apresentaram significativa redução quando comparados ao ano passado. Em sua avaliação, o secretário André Costa reconheceu a influência no saldo deste trimestre.

“O resultado é uma parceria de todos. No período que a Força Nacional esteve presente, também participou desse processo. E muitos (fatores) interferem positivamente nesse resultado. A questão dos ataques também. Mas foi algo que a gente sempre falou que tinha que ser avaliado. Mês de março foi melhor que janeiro e a gente vai continuar avaliando. O mês de abril também, nos dez primeiros dias, a gente vem numa grande melhoria também, mantendo esse ritmo. O desafio é trabalhar para melhorar ainda mais. Não estamos satisfeitos com esses números, mesmo com essa grande redução”, completa Costa.

Na noite do último dia 1º, torres de transmissão de energia foram atacadas com explosivos no bairro Pici, em Fortaleza, e nos municípios de Maracanaú e Pacatuba, na Região Metropolitana.

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