Senador usa pizza no Congresso para cobrar agilidade em proposta de jornada de trabalho
Em um gesto que capturou a atenção no cenário político nacional, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) utilizou uma caixa de pizza e uma nota de R$ 50 na tribuna do Senado Federal para protestar contra a lentidão na tramitação de propostas cruciais para os trabalhadores brasileiros. A manifestação, ocorrida na última quarta-feira, 20 de maio de 2026, teve como foco a urgência em avançar com a reforma da jornada de trabalho, especialmente a que visa abolir a escala 6×1.
O pré-candidato ao governo de Minas Gerais defendeu que o valor de R$ 50, que ele apontou como o equivalente a um dia de trabalho para muitos, é insuficiente para cobrir despesas básicas, como a compra de uma pizza. A ação simbólica foi divulgada pelo próprio congressista em suas redes sociais, gerando debate sobre a valorização do trabalho e a celeridade legislativa.
O protesto simbólico pela jornada de trabalho
A performance do senador Cleitinho Azevedo na tribuna não foi apenas um ato isolado, mas uma crítica contundente à percepção de que o Congresso Nacional tem demorado a pautar e votar matérias de grande impacto social. Ao exibir a pizza e a nota de R$ 50, o parlamentar buscou ilustrar, de forma palpável, a disparidade entre o custo de vida e o poder de compra do trabalhador brasileiro.
Em um vídeo publicado em seu perfil no X (antigo Twitter) na quinta-feira, 21 de maio, o senador reforçou sua mensagem: “Levei uma pizza à tribuna do Senado para esfregar na cara dos políticos e mostrar que um dia de trabalho de um trabalhador, que é R$ 50, não compra nem uma pizza!”. A declaração ressalta a frustração com a estagnação de pautas que poderiam melhorar as condições de vida e de trabalho da população.
A proposta de fim da escala 6×1 em debate
O alvo principal do protesto de Cleitinho Azevedo é a demora na tramitação de propostas que visam alterar a jornada de trabalho, com destaque para a PEC 4/2025. Esta Proposta de Emenda à Constituição tem como objetivo primordial abolir a controversa escala 6×1, um regime que tem sido amplamente discutido por seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.
A PEC 4/2025, que já avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no final de 2025, propõe uma mudança significativa: a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Além disso, a medida prevê a garantia de dois dias de descanso remunerado, sem que haja qualquer redução salarial para os empregados. A expectativa é que essa alteração proporcione mais tempo livre para lazer, família e desenvolvimento pessoal, contribuindo para o bem-estar geral.
Impacto da medida e o posicionamento do relator
A discussão em torno da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 é complexa e envolve diferentes perspectivas. Atualmente, a matéria está sob a relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) na Câmara dos Deputados. O relator tem defendido que o novo teto de horas beneficie, inicialmente, os trabalhadores que recebem até R$ 16.000.
A intenção por trás dessa segmentação, segundo o deputado, é criar mecanismos que possam atrair profissionais de alta renda que hoje atuam sob o regime de pessoa jurídica (PJ) para o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essa estratégia visa formalizar relações de trabalho e garantir mais direitos a um grupo que, muitas vezes, opera fora das proteções trabalhistas tradicionais. O debate continua, com a sociedade e o Congresso atentos aos próximos passos dessa importante legislação.
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