Taxistas de Fortaleza se mobilizam para impedir chegada do Uber

A Uber afirmaque não é um aplicativo de táxi nem um serviço de carona paga ou remunerada (Foto: Reprodução/Facebook)
O uso do aplicativo Uber, uma startup americana que conecta de forma simples motoristas parceiros e usuários, continua sendo motivo de debates e divergências entre a categoria dos taxistas. A plataforma que já é utilizada em alguns países coloca passageiros em contato com motoristas particulares que usam os próprios veículos e cobram pelas corridas.
O Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditaxi/CE) quer proibir o uso do aplicativo, que ainda não começou a ser usado em Fortaleza. No Brasil, a Uber chegou junto com a Copa do Mundo no Rio de Janeiro e em seguida em São Paulo, atuando também em Belo Horizonte e Brasília.
Concorrência desleal
Os taxistas regulamentados de Fortaleza classificam essa concorrência como desleal. O vice presidente do Sinditaxi, Pedro Cabral, afirmou que pretende marcar uma reunião com o prefeito Roberto Cláudio para que o assunto seja discutido com uma maior importância. “É um aplicativo em que a pessoa chama a corrida pela internet, sem ser legalizada, sem ser profissional. É uma concorrência desleal”.
O atual presidente do Sinditaxi, Vicente de Paula, está em Brasília atendendo a um chamado da presidente Dilma Rousseff. Esse assunto será abordado durante a reunião. “Automaticamente ele vai tocar nesse assunto e vai pedir que ela se posicione a respeito desse aplicativo para que não venha vigorar no nosso país”.
A Uber afirma que é uma empresa de tecnologia que desenvolveu um aplicativo que conecta motoristas parceiros a usuários que desejam um motorista particular e que não é um aplicativo de táxi nem um serviço de carona paga ou remunerada, mas uma empresa que possibilita, por meio de seu aplicativo, que motoristas particulares encontrem pessoas que precisam de viagens seguras e confiáveis. O usuário chama um motorista particular, que o leva para o destino que ele deseja. A empresa deixa claro em seus “Fatos e Dados” que não emprega nenhum motorista e que não é dona de nenhum carro e explica também que está conversando com os poderes executivo e legislativo nas cidades em que atua para tentar desenvolver a regulamentação mais adequada à realidade brasileira.
A Uber afirma ainda que quer que exista uma regulação para a economia colaborativa. “Já existem mais de 50 jurisdições nos Estados Unidos que aprovaram regulamentações que recepcionam modelos de negócios como o da Uber. Na América Latina, a cidade do México foi a primeira cidade a aprovar uma regulação positiva para modelos de negócio como o da Uber”.
Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já foram palco de protestos e manifestações contras a regulamentação do aplicativo no Brasil. A Prefeitura de Fortaleza informou que ainda não há nenhuma agenda marcada para discutir o assunto.