Pitbull que atacou tutor permanece sozinho em casa e preocupa moradores no Ceará

Um pitbull permanece sozinho dentro de uma residência no bairro Mondubim, em Fortaleza, após atacar o próprio tutor no último sábado (2). O homem continua hospitalizado em decorrência dos ferimentos e, desde a ocorrência, vizinhos têm se mobilizado para fornecer água e alimentação ao cachorro sem precisar entrar no imóvel.

A situação preocupa moradores da Rua D, no Conjunto Marcos Freire. Segundo relatos da comunidade, o animal continua apresentando comportamento agressivo e ninguém consegue acessar a residência com segurança. Para alimentá-lo, os vizinhos colocam ração e água por aberturas localizadas na parte superior do portão.

Além da preocupação com a segurança das pessoas que vivem ou circulam pela região, os moradores também demonstram apreensão com as condições do próprio animal, que está isolado desde a ocorrência.

Moradores temem que pitbull consiga sair do imóvel

De acordo com os vizinhos, o cachorro conseguiu romper as amarras utilizadas para contê-lo após o ataque e passou a circular livremente pela área interna da residência.

Moradores também relatam que parte do portão teria sido danificada pela força do animal. Diante do risco de a estrutura não suportar, pedras e cordas foram utilizadas de maneira improvisada para reforçar o acesso principal da casa.

A possibilidade de o cachorro conseguir chegar à rua tem aumentado a preocupação da comunidade. Os moradores defendem que a situação seja solucionada antes que uma nova ocorrência seja registrada.

Tutor continua hospitalizado

O homem atacado pelo cachorro permanece internado. Durante a ocorrência, ele sofreu ferimentos graves principalmente nos membros superiores.

Segundo informações divulgadas pela TV Cidade Fortaleza, policiais militares que atenderam a ocorrência realizaram os primeiros socorros e utilizaram um torniquete para controlar o sangramento enquanto aguardavam a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu.

Moradores auxiliaram na contenção do cachorro para que o tutor pudesse ser retirado da residência e atendido pelas equipes de emergência.

Testemunhas relataram ainda que, durante o ataque, o homem teria utilizado os braços para proteger a região do pescoço. Essa versão foi apresentada por pessoas que acompanharam a ocorrência e não havia sido confirmada oficialmente pelas autoridades até a última atualização do caso.

Comunidade pede retirada segura do cachorro

Diante da situação, moradores solicitam que uma equipe especializada faça a retirada do pitbull da residência. A preocupação é evitar tanto a fuga do animal quanto uma tentativa de captura realizada por pessoas sem treinamento adequado.

Os vizinhos afirmam que policiais estiveram no endereço após a ocorrência, mas avaliam que o comportamento do cachorro exige a participação de profissionais preparados para fazer a contenção e o transporte com segurança.

A retirada também permitiria que o pitbull fosse avaliado e recebesse os cuidados necessários enquanto o tutor permanece hospitalizado.

Vizinhos relatam possível falta de alimentação antes do ataque

Um dos relatos apresentados por moradores aponta que o cachorro teria passado alguns dias sem alimentação antes da ocorrência. Segundo essa versão, o tutor teria retornado para casa durante a madrugada e ocorrido uma interação agressiva entre ele e o animal momentos antes do ataque.

As circunstâncias, no entanto, ainda não foram confirmadas oficialmente. Não há, até o momento, comprovação pública de que a falta de alimentação ou uma eventual agressão ao cachorro tenha provocado o episódio.

Por isso, as informações sobre o que aconteceu imediatamente antes do ataque devem ser tratadas como relatos de testemunhas até que haja esclarecimento por parte das autoridades responsáveis.

Enquanto não há uma definição sobre a retirada, moradores continuam deixando água e ração para o pitbull sem manter contato direto com o animal.

Até a última atualização, não havia informação oficial sobre quando o cachorro seria retirado da residência ou para onde seria encaminhado. O tutor permanece hospitalizado e a comunidade aguarda uma solução que garanta segurança aos moradores e condições adequadas ao animal.

Fonte: GC+