SUS vai oferecer novos medicamentos para tratamento de câncer de pulmão
O SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer, a partir de outubro, três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão. Com a nova medida, o Ministério da Saúde prevê, neste primeiro estágio, beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes que lutam contra a doença.
A ação faz parte de AF-Onco (Assistência Farmacêutica em Oncologia do SUS), iniciativa do governo para o financiamento e melhora do tratamento oncológico. Os novos remédios são: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.
A Brigatinibe e a Gefitinibe são duas terapias-alvo orais que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A administração dos medicamentos pode ser realizada em casa, diferente dos outros tratamentos convecionais de quimioterapia.
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Já o Dervalumabe é uma imunoterapia que potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia.
O diagnóstico de câncer de pulmão afeta aproximadamente 18.730 homens por ano e 16.650 mulheres por ano no Brasil e são, principalmente, intensificados pelo tabagismo.
“Estamos em diálogo contínuo com a indústria farmacêutica para viabilizar, da forma mais ágil possível, a oferta desses medicamentos no SUS. A ampliação das opções de tratamento é fundamental para fortalecer o cuidado e representa um avanço na assistência oncológica, com potencial para beneficiar ainda mais pacientes e salvar vidas”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.
O que é a AF-Onco?
A Assistência Farmacêutica em Oncologia foi estabelecida para assegurar que pacientes em tratamento oncológico tenham acesso a medicamentos de forma organizada e contínua pelo SUS.
Dentro dessa política, o sistema público mantém uma lista de medicamentos em atualização em prol da melhora do atendimento contra o câncer.
Segundo o Ministério da Saúde, essas ações são viabilizadas por meio de quimioterápicos, tratamentos direcionados (terapias-alvo), tratamentos que estimulam o sistema imunológico (imunoterapias) e outras modalidades avançadas de tratamento, conforme a necessidade de cada paciente.
Para o tratamento de câncer de pulmão, a nova política organiza a aquisição e abastecimento dos estoques do SUS, para medicamentos oncológicos, em três modalidades principais:
Centralizada: compra e distribuição realizadas diretamente pelo Ministério da Saúde – como o brigatinibe;
Descentralizada: aquisição realizada diretamente pelos hospitais e gestores locais, com repasse federal via Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (APAC) – como o gefitinibe;
Ata de Negociação Nacional: negociação de preço único nacional pelo Ministério da Saúde, com execução pelos gestores a partir do levantamento anual de demanda das unidades de saúde habilitadas para o cuidado oncológico – como o durvalumabe.
Além disso, a AF-ONCO ofertará 23 medicamentos oncológicos de alto custo (voltado a outros tipos de câncer), ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública. A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas. O orçamento anual, financiado pela União, é estimado em R$ 2,1 bilhões.
Fonte:CNN Brasil

