Por que ricos permanecem ricos e pobres permanecem pobres?

Nossas ações em relação ao dinheiro e às riquezas estão ligadas a crenças e programações recebidas na infância

Em uma entrevista interessantíssima, o Dr. Bruce Lipton – biólogo americano e especialista em desenvolvimento humano –, explica o motivo porque os ricos permanecem ricos e os pobres permanecem pobres.

Como educadora financeira, um dos meus alvos é desconstruir mitos que muitas sociedades, principalmente a brasileira, têm em relação à riqueza. E, nisso, o trabalho do Dr. Lipton vem corroborar com tudo o que tenho aplicado no meu trabalho.

Ele afirma que, segundo estudos científicos, 95% das nossas ações são inconscientes, ou seja, agimos quase que automaticamente, e que essa forma de agir vem das programações que recebemos até os sete anos de idade. Apenas 5% das nossas ações são feitas de forma consciente, ou seja, estudadas, pensadas, com análise de prós e contras etc.

Se uma pessoa nasce em uma família pobre e ouve durante toda a infância que dinheiro é sujo, que os ricos são desonestos, que roubam os pobres e que um pobre nunca será alguém na vida, há 95% de chance de essa pessoa permanecer pobre.

Isso porque ela vai agir praticamente o tempo todo de forma a se autossabotar para não ter dinheiro, não ser rica e, no máximo, pagar as contas aos trancos e barrancos. Um exemplo claro disso é quando a pessoa precisa estabelecer preços para seus produtos ou serviços. Para a maioria dos empreendedores, fazer um orçamento é a pior parte do trabalho, pois eles não querem lidar com dinheiro, temem que o cliente não vai querer pagar e acabam cobrando menos do que deveriam.

Outro exemplo é o funcionário que tem um péssimo salário, mas evita a todo custo negociar um aumento ou promoção de cargo com seus superiores. Essa recusa é nada mais do que autossabotagem, pois se a pessoa estivesse bem resolvida em relação ao dinheiro, negociaria sem o menor problema, afinal, são apenas negócios.  Mas, ao contrário disso, ele prefere continuar com o baixo salário do que ter de enfrentar a negociação.

Nos escassos 5% de ações conscientes em que “saímos do automático” é que se torna possível mudar essas crenças e agir diferentemente do que fomos programados. Não é tarefa fácil, pois exige concentração — o que hoje em dia é raríssimo —, planejamento e empenho da nossa parte.

Portanto, se você ouve 95% do tempo que não é capaz, que não pode, que não será ninguém na vida e que vai viver para pagar boletos, esqueça! Acredite nessa pequena afirmação e faça dela os 5% que mudarão sua situação:

“Você pode alcançar tudo o que quiser ser ou ter, basta ter fé e perseverar sem esmorecer!”